Ideias que valem milhões

O grupo de laboratórios de análises clínicas Fleury começou em 2007, a estimular sugestões de seus funcionários sobre como melhorar a operação. As ideias eram escritas a mão e depositadas numa urna. O sistema era rudimentar e logo caiu no esquecimento. O programa foi totalmente reformulado nos últimos dois anos, quando produziu economia de 1,7 milhões de reais. A expectativa é chegar a 4 milhões de reais. a expectativa é chegar a 4 milhões de reais neste ano. O novo modelo funciona como uma espécie de rede social corporativa, da qual participam funcionários e fornecedores, que lançam sugestões de como reduzir custos e aumentar a eficiência, Batizado de Central de ideias, está aberto o ano inteiro, mas frequentemente há rodadas temáticas para estimular ideias específicas de uma área, como a melhoria do atendimento nos laboratórios. Em 2011, um dos alvos foi gerar inovação no centro de diagnóstico por imagem. Uma das sugestões enviadas por um funcionário envolvia mudanças na manutenção e na troca de equipamentos caros, como o de ressonância magnética, diminuindo o tempo em que eles ficavam indisponíveis para o cliente. O ganho chegou a 300.000 reais só no primeiro mês de implantação, em junho de 2012. E essa é apenas uma das 900 ideias já aplicadas.

“Raramente há uma ideia disruptiva. Em geral, essas inovações são incrementais, mas trazem resultados tangíveis”, afirma Osmar Magid Hauache, presidente do grupo Fleury. Veja como o modelo funciona na imagem abaixo:

Fonte e publicação original: Revista Exame em julho de 2017